Sinopse
A sexta etapa do Reality percorreu o epicentro dos polêmicos incêndios na Amazônia.
A pesquisa foi realizada ao longo da BR-163 entre Cuiabá-MT e Itaituba, no Pará, região onde foi organizado o “Dia do Fogo” na fronteira da expansão do agronegócio.
O primeiro destino foi o município de Nobres, a 120 quilômetros da capital mato-grossense. Além de ser um paraíso natural com rios cristalinos, a região abriga a nascente do Rio Paraguai, que fica na divisa entre o Rio da Prata e a Bacia Amazônica. O ambientalista seguiu então para Sorriso, cidade reconhecida pela Lei Federal como Capital Nacional do Agronegócio. Lá ele registrou araras comendo milho potencialmente transgênico e trouxe reflexões sobre a exportação de água virtual através de grãos (milho e soja) cujo destino é principalmente a produção de ração animal.
Sinop, outra potência agroindustrial localizada às margens da BR-163, também foi documentada. Ao passarmos pela cidade, caiu a primeira chuva depois de mais de cem dias de seca. A tempestade teve origem no Nordeste, onde está localizado o Parque Indígena do Xingu, e apoiou a percepção da influência da Selva na regulação do regime de chuvas na região.
Mais ao norte, ainda no Mato Grosso, em Peixoto de Azevedo, é apresentado como funciona uma mina legalizada. O projeto é associado à COOGAVEPE – Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto, que conta com mais de 500 associados e quebra paradigmas em relação à mineração na Amazônia.
No Pará, o principal registro foi registrado em Novo Progresso, cidade onde é publicado o jornal Folha do Progresso, que no dia 10 de agosto denunciou os planos para o que é conhecido como “Dia do Fogo”, por ter sido orquestrado para causar incêndios em áreas florestais . O último local visitado foi Itaituba, localizado a 1,5 mil quilômetros de Cuiabá, no cruzamento da BR-163 com a Rodovia Transamazônica (BR-230). As margens do rio Tapajós, porto da cidade, são utilizadas como principal meio de transporte fluvial de mercadorias exportadas para todo o planeta.
“Acredito na linha de pesquisa de alguns cientistas que abordam a influência da Amazônia na regulação climática da América do Sul. Também concordo com a linha de pensamento que associa um processo gradual e acelerado de desertificação em partes do Centro-Oeste. “O sudeste do Brasil se deve ao desmatamento e ao avanço da fronteira agrícola em direção à Amazônia”, explica Diego Gazola.







