Sinopse
A nona etapa percorreu durante trinta dias mais de 5 mil quilômetros de terra na região onde ocorre a temporada de furacões na América Central e do Norte.
O fenômeno natural forma-se nesta região equatorial do Atlântico, entre a África e o Caribe, devido à confluência de uma série de fatores, entre outros, como o aumento anormal da temperatura da água do oceano.
Os furacões são conhecidos por causar devastação material e humana por onde passam, mas também prestam um serviço ambiental positivo do ponto de vista do planeta. Estas anomalias climáticas contribuem para a regulação da temperatura e trazem precipitação para áreas que, em muitos casos, sofrem com uma significativa escassez de água.
Assim como a Amazônia ajuda a regular o clima em territórios distantes do bioma, como o centro- sul da América do Sul, os furacões também desempenham um papel semelhante através da umidade que transportam à medida que se movem pela América Central e do Norte.
Em Tulum, na região próxima a Cancún, na costa caribenha, em julho de 2024 o furacão Beryl passou pelo Golfo do México e, ao influenciar o clima da região norte do país, trouxe chuvas torrenciais para a segunda região metropolitana mais importante. no país. Em Monterrey, as tempestades ajudaram a encher reservatórios de água que estavam à beira do colapso.
Em Acapulco, no Pacífico mexicano, principal balneário costeiro frequentado pelos habitantes da Capital, foi registrado o resultado do furacão Otis (2023). Depoimentos de vizinhos sobre os impactos na flora e na fauna, além do curioso benefício econômico que San Marcos, município próximo, recebeu por se tornar um ponto de apoio comercial para refugiados durante o período crítico.
Abaixo estão os impactos dos furacões históricos Pauline (1997) e Agatha (2022) nas costas do estado de Oaxaca. Numa comparação entre os intervalos dos incidentes, Santa María Tonameca, um dos municípios afetados por ambos, absorveu as lições aprendidas e hoje aborda este fenômeno natural para se tornar resiliente a eventos futuros.
Ainda durante a ocorrência do furacão Agatha (2022), é apresentado como a abertura de uma comporta no rio Coatán inundou a cidade mexicana de Tapachula, na fronteira com a Guatemala, destruindo completamente diversas casas e até uma escola.
Na Guatemala são apresentados três casos de possíveis interações entre furacões e vulcões.
Mais recentemente, em 2005, durante o furacão Stan, uma barragem de água e sedimentos no vulcão Santiago Atitlán rompeu-se, destruindo a cidade de Panabaj. Foram entrevistadas lideranças locais nas quais descreveram o que mudou na vida dessas pessoas após serem transferidas para outra região.
Também na mesma região, mas no século XVI, conta-se a história do Vulcão Agua que, da mesma forma, após dias de chuva intensa, potencialmente gerada por um furacão, um lago rompeu no topo do vulcão. O evento gerou uma enchente que destruiu completamente a antiga capital da Guatemala.
O ativo Vulcão Fuego, em sua última grande erupção, em 2018, destruiu as cidades de El Rodeo e San Miguel Los Lotes. Onde vive até hoje um sobrevivente da tragédia, apesar de ter perdido ali dezenas de familiares. Ela deu uma entrevista descrevendo sua experiência.
Em outro registro, neste caso na região norte da Guatemala, a pesquisa foi no Parque Nacional Tikal, considerado berço da civilização maia. Ali, construções piramidais em pedra indicam como, além dos usos cerimoniais e residenciais, os móveis serviram de proteção contra os elementos da natureza durante milhares de anos.
Em El Salvador é apresentada sua capital San Salvador, que detém o recorde de erupção do vulcão Ilopango, que no século VI teria entrado em erupção causando impactos em todo o mundo, alterando a temperatura média do planeta.







